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VMware social: fim da complexidade

Fundador do Socialcast e VP de software social da VMware, Tim Young, explica porque ferramentas sociais corporativas devem ser simplificadas. 

Como fundador do Socialcast e agora VP de software social da VMware, Tim Young acredita que é parte de seu trabalho reduzir complexidade. Em sua palestra durante o Enterprise 2.0, em Santa Clara, Califórnia, evento realizado pela UBM Techweb, Young alertou contra a tendência de organizações corporativas que demandam mais complexidade – como a Fortune 100 que procurou o Socialcast com um pedido de propostas que incluíam 450 exigências de funções. O pedido era tão denso que levou muito tempo para ser lido e compreendido.

Empresas acreditam precisar dessa complexidade porque são organizações complexas, “mas não se vence complexidade com mais complexidade”, pontuou Young.

A VMware adquiriu o Socialcast em maio deste ano, tornando-a o centro de sua estratégia de software social, que inclui, também, produtos como Sliderocket e Zimbra. Uma nova solução para gerenciamento informal de projetos, o Socialcast Strides, está em versão beta e deve ser lançado no ano que vem.

Young disse que uma das principais lições no design de aplicativos sociais não veio do Socialcast, mas do About.me, a empresa que ele co-fundou com Tony Conrad e vendeu para a AOL, no ano passado. O About.me oferece um perfil social de uma página, bem simples (que pode ser ligado a todos os outros perfis sociais), mas é da simplicidade que as pessoas gostam, contou ele.

“O que descobrimos é que ferramentas simples podem ser extremamente poderosas”, avaliou Young. Ao aplicar isso ao desenvolvimento de produtos corporativos, “percebemos uma valiosa lição. Talvez estejamos implantando ferramentas para pessoas que são simplesmente complexas demais”.

Para compreender o perigo, Young sugere livro “O Colapso das Sociedades Complexas”, escrito em 1988, pelo antropólogo Joseph Tainter, e o mais recente tratamento popular sobre o mesmo tema, “Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso”, por Jared Diamond. Assim como acontece com as sociedades, as redes sociais podem ser levadas ao fracasso por excesso de complexidade, argumentou o executivo.

O Facebook encara esse perigo conforme acrescenta funções para lidar com exigências de usuários, que, de forma contraditória, acaba afastando usuários saturados, informou Young. Ele tentou aplicar essa lição ao Sociacast, adaptando funções onde era mais apropriado. Em parte de sua palestra, ele demonstrou uma ferramenta simples que a VMware usa, internamente, para reunir feedback social. Chamada Niko Niko (insipirada na palavra japonesa para “rosto sorridente”), o software é baseado no envio diário de e-mails para os funcionários responderem clicando em um de três ícones – contente, neutro, descontente.

Quando aplicado em escala, o software oferece um “tipo de pontuação corporativa”, disse Young. Embora pareça simplista, a VMware agrega análises que tornam possível ver qual a tendência do humor por departamentos e cargos. “Coletamos muito conhecimento com uma ferramenta muito simples”, contou Young. A VMware planeja lançar o software como um serviço web gratuito que pode ser usado com ou sem o Socialcast.

Quanto ao Socialcast e outros produtos comerciais, Young disse que o cliente pode julgar por si só se a WMware está cumprindo com a promessa de simplicidade. “O bom de fazer declarações públicas a respeito é que nos mantém honestos”, terminou.

Fonte: Information Week Brasil