Notícias

EMC Brasil vê saltar demanda por deduplicação de dados

É difícil encontrar alguma empresa do trade de tecnologia da informação que não esteja feliz com o Brasil. As companhias, de forma geral, apostam na profissionalização de alguns setores e na demanda gerada pelo crescimento de corporações já consolidadas no mercado nacional. No caso da EMC, apenas a área de enterprise, até o fechamento de 30/09, cresceu 51%, de forma geral, a fabricante no País está com crescimento de 23% e deve fechar 2011 assim. “Novos projetos e novas áreas de atuação”, resume Giampaolo Michelucci, diretor de vendas da área de enterprise, comentando o que mais tem influenciado o desempenho da empresa por aqui.

Conhecida pela sua linha de storage, a EMC vem, ao longo dos anos e por meio de várias aquisições, diversificando seu portfólio. Deduplicação de dados, por exemplo, considerado por Michelucci a evolução do backup, é uma aposta recente da companhia e que tem rendido excelentes resultados. Voltada para grandes corporações, as vendas dessa tecnologia registrou crescimento de três dígitos no Brasil. “Temos a segunda geração de backup. Antes, era tudo em fita, hoje, se faz em disco e, com deduplicação, o custo por terabyte armazenado caiu muito”, comenta, justificando a alta procura.

Além disso, o executivo entende que a melhora de disponibilidade no acesso às informações é outro ponto que auxilia a fabricante. “Neste momento, estamos em um projeto que o direcionamento é redução de espaço, que chega a 80%, e, com isso, se reduz consumo de energia e de infraestrutura como um todo, custo e facilidade de restore.” Esse tipo de projeto dura entre três e seis meses, calcula a EMC, lembrando que tudo depende muito do ambiente do comprador.

De forma geral, Michelucci diz assistir a um bom volume de investimento e prevê continuidade para 2012, embora não acredite que sua área, especificamente, volte a crescer nos níveis atuais. Para o próximo ano, ele aposta em uma consolidação do uso da tecnologia de virtualização no Brasil, maior aposta em gerenciamento de conteúdo – algo que a companhia herdou de aquisição, mas que, até então, não tinha tido tanto êxito – e, por fim, em soluções de análise preditiva. Neste último caso, seria por meio de uma parceria com o SAS Institute para unir o appliance herdado da Greenplum, que permite acesso mais rápido às informações, com softwares da fabricante especializada em inteligência analítica.

Fonte: CRN